GIFE

14º Seminário Internacional de Avaliação trabalha a interface entre pensamento avaliativo e transformação social

O Instituto Samuel Klein participou no último dia 15 no Centro Cultural São Paulo (CCSP), do 14o Seminário Internacional de Avaliação. Uma iniciativa conjunta entre GIFE, Itaú Social, Fundação Roberto Marinho e Instituto C&A, o evento reuniu representantes de organizações da sociedade civil, governo, imprensa, especialistas, estudantes e outros interessados para refletir sobre “Pensamento Avaliativo e Transformação Social”.

O seminário contou com a presença de Michael Patton, ex-presidente da Utilization-Focused Evaluation (Avaliação Focada no Uso), nos Estados Unidos, que dedicou os últimos cinquenta anos a pensar na interface entre avaliação e aprendizagem. O esforço o tornou referência no assunto para líderes empresariais e organizações do terceiro setor em todo o mundo.

A programação do evento contemplou ainda duas mesas que propiciaram um ambiente de troca de experiências e aprendizados sobre a utilização do pensamento avaliativo na proposição de soluções aos desafios sociais da atualidade.

Angela Dannemann, superintendente do Itaú Social, explica que a iniciativa dá continuidade a um ciclo de seminários realizados pelos quatro parceiros para discutir avaliação no campo do Investimento Social Privado (ISP). “Esse é um tema que o Itaú Social vem trazendo há muitos anos, é o 14o seminário. A gente se reúne nesse primeiro seminário realizado conjuntamente para discutir uma coisa muito importante que é pensar avaliativamente. Trazer o Michael é fazer essa mudança, uma chamada para a reflexão em um mundo que está com muitos desafios que só serão vencidos pela colaboração e a gente começa demonstrando essa colaboração na própria realização do seminário”, destacou.

A superintendente afirma que o Itaú Social sempre teve o tema da avaliação quantitativa de impacto muito forte na sua prática e que o momento traz para junto dessa abordagem outras metodologias.

“A avaliação passa a transpassar toda nossa programação interna e também toda nossa atuação para fora, o que faz com que o avaliador desenhe [as iniciativas] desde o início utilizando métodos mistos e a gente faça as avaliações acompanhadas de monitoramento que, dentro da gestão, é a coisa mais importante”, diz Angela.

José Marcelo Zacchi, secretário-geral do GIFE, destacou o papel da sociedade civil organizada na produção de conhecimento e repertório que ajude a qualificar a ação pública como um todo em sentido amplo e em escala. “Isso leva para outra dimensão o sentido estratégico que a avaliação tem para nós.”

Para Giuliana Ortega, diretora executiva do Instituto C&A, a avaliação, quando vista apenas como ferramenta, tem grande chance de ser engavetada e não utilizada. “Se ela se torna parte da cultura, ou seja, eu preciso da avaliação como forma de aprender e aumentar o meu impacto, ela passa a ser uma aliada, eu passo a fazer mais uso dela e isso se torna parte do processo de aprendizagem.”