Foto: Rafael Arbex / ESTADAO

ESTADO DE SÃO PAULO

Legado guardado no Centro de Memória do Museu Judaico de São Paulo

Em parceria com o Instituto Samuel Klein, Cartas, folhetos e imagens passam por catalogação inédita em um casarão no bairro de Pinheiros

Um tesouro histórico, acumulado por mais de quatro décadas em São Paulo, passa por catalogação inédita em um casarão no bairro de Pinheiros. São cartas, folhetos, passaportes, registros contábeis, 20 mil livros, 1,6 mil discos, 400 depoimentos em áudio e cerca de 100 mil fotografias que podem ajudar a contar detalhes do povo judeu que escolheu o Brasil para viver.

Esse arquivo histórico da comunidade judaica começou a ser organizado nos anos 1970 por um grupo de professores da Universidade de São Paulo, foi depositado na Federação Israelita do Estado de São Paulo, no clube A Hebraica, no Colégio Renascença e, há pouco mais de uma década está em Pinheiros.

A empreitada é patrocinada há dois anos pelo Instituto Samuel Klein, que topou fazê-lo desde que o acervo fosse organizado, sistematizado e tornado acessível a pesquisas. Veio então a parceria com o Museu Judaico de São Paulo, instituição que está em obras no centro da cidade e deve abrir as portas ao público dentro de dois anos. “Há uma sinergia entre o arquivo e o museu”, comenta a historiadora Roberta Alexandr Sundfeld, diretora executiva do museu. “Vira uma reserva técnica da instituição. Mas a vocação dele é para local de pesquisa.”