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Shaná Tová Umetuká! – Um ano bom e doce!

Rosh Hashaná – a “Cabeça do Ano”, o início de um ano novo judaico.

Neste ano, ao pôr do sol do dia 02 de outubro, inicia-se a celebração do novo ano judaico, o ano de 5777.

É um dia de grandes significados, dentre eles o dia da concepção do mundo, assim, festeja-se o início de tudo. O início de um novo ciclo de vida!

Também de acordo com a tradição, é o Dia do Juízo, quando se espera que uma profunda interiorização possa levar cada indivíduo a refletir sobre o ano que passou, e ter entendimento de seus atos.

Rosh Hashaná também remete a um chamado à lembrança dos atos humanos colocados diante de D’us, para Seu julgamento, ao mesmo tempo em que os indivíduos se voltam para o futuro concentrados em preces para o novo ano que chega.

Festeja-se com comidas típicas que simbolizam referências positivas para o ano que se inicia.

Entre elas:

Maçã – Mergulhamos uma fatia de maçã doce no mel, desejando que o ano se renove bom e doce.

Chalot (pães) – As chalot servidas em Rosh Hashaná são redondas, símbolo de continuidade e eternidade, como o círculo que não tem começo nem fim; sem ângulos, nem arestas, um pedido para um ano sem conflitos.

Frutas e alimentos especiais – É costume comer carne e vinho doce ou qualquer bebida doce nesta refeição, para ter um ano farto e doce.

Romã – Costuma-se ingerir para que aumentem nossos méritos, em quantidade semelhante aos caroços presentes na romã. E dizemos: “Possa ser Tua vontade que nossos méritos cresçam em número como [as sementes] da romã”.

Peixe – A cabeça do peixe é colocada à mesa e pedimos que “…sejamos como a cabeça e não como a cauda”.

É costume ouvir o toque do SHOFAR (instrumento feito de chifre de carneiro) cujo som deseja incitar o sentimento de arrependimento por atos equivocados e promessas não cumpridas.

A palavra em hebraico SHOFAR, vem do radical LESHAPER, que significa “melhorar, mudar, aperfeiçoar”. Desta forma, podemos dizer que o shofar desperta nossa capacidade de escuta, ponto de partida da compreensão, entendimento e motivação para o “tikún atzmí” e o “tikún olam”, a reparação de si e … do mundo.
Saúde, paz interior, paz entre os povos, generosidade, prosperidade, inspiração e um mundo mais justo é o nosso desejo para este novo ciclo!